4 hábitos comuns de quem sofre com a síndrome do impostor


Em linhas gerais, a síndrome do impostor é o sentimento que profissionais – mulheres, em sua maioria – têm por não se sentirem merecedoras de seu sucesso, de determinado cargo ou de uma posição bem sucedida na vida. Elas costumam dizer (e acreditar) que chegaram ali por sorte ou por mera coincidência – e que, em breve, serão desmascaradas e sua farsa será descoberta.


Só mulheres têm a síndrome do impostor?

O sentimento não se restringe às mulheres, mas é mais comum que apareça nelas pela forma como a sociedade se construiu – privilegiando os homens em diferentes áreas da vida.


Hábitos comuns de quem se sente um impostor


1. Duvidar de sinais óbvios

Uma pessoa com a síndrome do impostor provavelmente já duvidou de um feedback positivo e até mesmo de resultados palpáveis de um projeto conduzido por ela. Ela indica vários motivos para algo ter dado certo, menos a própria competência e habilidade.


2. Auto cobrança e autocrítica excessivas

A auto cobrança é comum na sociedade e ela aparece em diversos lugares. No trabalho não é diferente, especialmente para quem se sente um impostor. Isso resulta, quase que imediatamente, naquele perfeccionismo que mais ajuda do que atrapalha.


Por se cobrar e se criticar excessivamente, nunca nada do que é feito está suficientemente bom. Há a sensação de que é preciso um empenho fora do normal – que pode passar até por um sacrifício – para, enfim, existir um merecimento de determinada conquista.


3. Procrastinação

Parece irônico, mas é verdade. Muitas vezes, aquela aparente "preguiça" que faz tudo ficar para o último minuto tem a ver com a síndrome do impostor. Ela pode estar relacionada à necessidade de entregar algo perfeito, acreditando que não pode haver espaço para uma crítica ou qualquer coisa que coloque em dúvida seu mérito. Isso, obviamente, parece difícil e amedrontador, então é mais fácil deixar para depois.


4. Comparação

Sabe o ditado popular de que a grama do vizinho sempre parece mais verde? Pois é. A síndrome do impostor costuma colocar uma pessoa nesse lugar de se comparar constantemente com outras – e aí, claro, é muito fácil identificar qualidades nos outros e jamais em si. Isso, obviamente, não é justo nem saudável, uma vez que a comparação não é equilibrada: vemos nos outros apenas o que mostram ou o que aparentam, e dificilmente teremos acesso ao que ocorre nos bastidores.


Como se livrar da síndrome do impostor?

A solução é diferente para cada pessoa, claro, mas alguns caminhos podem ajudar.


  • Invista em autoconhecimento. Procure psicólogos e, se possível, faça terapia. Entenda melhor os seus padrões de comportamento.


  • Torne suas conquistas tangíveis. Anote-as em um caderno, em um quadro, no celular. Não importa o meio, o simples fato de registrar uma conquista pode ajudar.


  • Busque um mentor ou conselheiro profissional. Ele pode ajudar a conduzir a sua jornada, desenvolvendo habilidades e trabalhando seus pontos fracos – o que pode ser um caminho valioso para diminuir as inseguranças


Vale lembrar, contudo, que não existe uma fórmula mágica, porque assim como a síndrome se construiu "gradativamente" ao longo da vida, superá-la também é um processo que exige paciência.


E você, conhece alguém que aparenta sofrer com essa síndrome? Compartilhe esse post com ela!


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