5 fatores que devem ser considerados ao receber uma proposta de trabalho remoto do exterior


Depois da chegada da pandemia, é cada vez mais comum ouvirmos de colegas ou vermos na internet profissionais que receberam propostas para trabalhar remotamente em uma empresa do exterior. Sem dúvidas, a possibilidade de receber em uma moeda mais valiosa, como o dólar e o euro, faz os olhos brilharem. Mas, antes de agir por impulso, é importante ter atenção a alguns fatores que podem ser determinantes para aceitar ou não o emprego. Listamos alguns deles aqui, acompanhe!


1. A forma de recebimento


É possível prestar trabalho para o exterior como pessoa física, mas isso costuma colocar o valor dos impostos nas alturas. Para diminuir a tributação, você pode abrir um CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) e oferecer os serviços como pessoa jurídica.


É providencial, também, entender como funciona a geração do invoice, documento similar à nossa nota fiscal. Emitido por quem presta o serviço, ele é obrigatório para transações comerciais que ultrapassam os 3 mil dólares (ou quantia equivalente em outra moeda). Mas fique atento, hein? Isso não isenta a sua responsabilidade de emitir a nota fiscal brasileira, que será fundamental para comprovar o seu faturamento.


Verifique, também, como será realizada a operação de câmbio – ou seja, a conversão da moeda recebida para a moeda nacional (dólar ou euro para real, por exemplo). Hoje existem plataformas, bancos e fintechs que facilitam esse serviço e o recebimento do salário como um todo.


2. Impostos e tributações


Muitas informações podem ser pesquisadas na internet, mas contar com a orientação de um contador pode fazer toda a diferença nesse processo. Procure um profissional de confiança e entenda quais serão os impostos que deverão ser pagos, como é cobrado o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), como conduzir o Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) no Brasil e por aí vai.


3. Regras trabalhistas e benefícios


Por motivos óbvios, a legislação trabalhista da empresa estrangeira não é a CLT. Por isso, leia e pesquise atentamente sobre os benefícios oferecidos e as normas locais e entenda se há algum ponto que pode ser determinante para a sua decisão. Não se esqueça, por exemplo, de entender as regras para horas extras, férias, 13º salário e por aí vai.


4. Cultura


Ainda que você esteja trabalhando remotamente, muito da cultura daquele país vai reger as suas relações de trabalho. Portanto, estude bem e, se possível, converse com outras pessoas de lá, para entender se você se identifica ou se é capaz de se adaptar.


E, claro, parece óbvio, mas vale repetir: tenha certeza de que você domina o idioma oficial daquele país. Se ainda estiver no nível básico, faça o possível para avançar no tempo que tiver disponível.



5. Fuso horário


Provavelmente e de acordo com a flexibilidade da empresa, você terá que seguir o horário do país para o qual presta serviço. Isso mudará consideravelmente a sua rotina – portanto, veja qual é o fuso e faça um teste, se tiver oportunidade. Passe uma semana seguindo o seu “novo” horário e entenda como vai encaixar as suas tarefas rotineiras no novo expediente.


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