Pedido de aumento: é comum ter medo?


Sim, muito comum. As pessoas costumam se sentir desconfortáveis ou constrangidas em situações como essas. Mas, mais do que nunca, é preciso superar esse medo para abrir as portas para uma conversa franca.


Quem falou melhor sobre isso foi Mariane Guerra, vice-presidente de Recursos Humanos da ADP na América Latina. Em uma publicação da Você RH, da editora Abril – que fala sobre o receio do pedido de aumento –, ela deu um depoimento destacando a importância da equidade salarial, ou seja, de homens e mulheres receberem valores semelhantes nos mesmos cargos. “Como mulher e alta executiva, posso falar do quão importante é a equidade salarial. Não apenas por ser o certo a fazer, mas pela mensagem que passa, de que o mérito é o que nos diferencia”, afirmou.


Como a empresa deve atuar para uma remuneração mais justa?


Antes de tudo, é fundamental que a equipe de Recursos Humanos da empresa seja altamente capacitada no assunto. "Treinamento sobre viés inconsciente e de tratamento justo na contratação para líderes, políticas na área de recrutamento e seleção que inibam a perpetuação da desigualdade salarial, políticas que garantam igualdade de oportunidades em promoções", pontua a Mariane na matéria.


Outra prática que é comum no mercado é a "pretensão salarial" – e, se abolida, pode trazer mais ganhos do que perdas. Isso porque normalmente é feita uma proposta salarial de acordo com o que o candidato recebe ou recebia, e não conforme as responsabilidades do cargo. "Se a vaga disponível tem uma remuneração associada de 100, faça a oferta de 100, mesmo se a candidata ganhava 50, porque provavelmente essa profissional ganhava 30% menos que seus pares do sexo masculino", declara a profissional.


Os próprios colaboradores também podem buscar a equidade e, sobretudo, devem parar de ter medo de discutir sobre salário. A vice-presidente da ADP explica bem o motivo. "As pessoas precisam perder o medo de discutir sobre salário. Culturalmente, nós, brasileiros, nos envergonhamos de negociar salário. Isso é um erro. Você como empregado está ali vendendo seu trabalho tem todo o direito de perguntar, por exemplo, como esse salário oferecido se compara com o da média dos empregados que ocupam a mesma posição", sugere.


Segundo ela, o colaborador também deve ter abertura para pedir um aumento justificado para o seu gestor, caso isso não chegue de maneira espontânea. Encerra com um exemplo que pode servir para muita gente. "As pessoas precisam parar de achar que, se falarem sobre aumento salarial e o chefe não concordar, vão criar uma situação chata. Se você vai vender sua bicicleta, não tem vergonha de dizer se acha que ela vale mais do que o comprador está oferecendo. Por que com seu trabalho você tem?", pontua.


E na sua empresa, como é a relação dos colaboradores com os pedidos de aumento? Acha que é possível fazer melhorias para facilitar esse canal? Vale refletir!


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